Movimento Antivacina coloca nações em risco

A desinformação representa um problema grave para a área da saúde pois ela põe em risco a qualidade de vida das pessoas. Na matéria de hoje vamos analisar como as Fake News e o Movimento Antivacinas estão se tornando um risco para a saúde global.

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Em 2019 o Brasil perdeu o certificado de erradicação do sarampo pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Demostrando a diminuição da busca pela imunização. Isso é um reflexo da disseminação de informações falsas pelo movimento antivacina.

O Movimento

“É preciso incentivar e levar uma mensagem clara para a população sobre a necessidade e importância da vacinação!”

Pode-se dizer que o Movimento Antivacina se originou a partir de um artigo científico publicado em uma revista chamada Lancet. No ano de 1998, o médico inglês Andrew Wakefield lança em uma das revistas sobre saúde mais importantes mundo um artigo embasado num estudo fraudado. Associando o aumento do número de crianças autistas com a vacina tríplice viral (vacina que protege contra sarampo, rubéola e caxumba). Isso foi o estopim que para que pais assustados deixassem de vacinar os filhos.

Após a publicação do estudo, Wakefield foi processado e julgado por fraude, conspiração e teve sua licença cassada. Mesmo a revista retratando o estudo como fraude, o estrago já estava feito.

O movimento de baseia em questionar a segurança das vacinas e até sobre o uso de métodos naturais para evitar as doenças. Ao passo que pais ao redor do mundo se questionam se devem ou não levar seus filhos para serem vacinados.

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Um grande risco para a saúde global

“Essa disseminação em massa de desinformação é extremamente perigosa para a saúde mundial, especialmente durante uma pandemia…”

Com a pandemia do novo coronavírus esse assunto é agravado. Visto que a vacinação é essencial para blindar o organismo contra agentes infecciosos e bacterianos, dessa maneira resguardando a população de doenças que possam impactar o sistema imunológico. Apesar da vacina contra a gripe não proteger contra a covid-19. Acima de tudo recebê-la é uma maneira de resguardar os mais vulneráveis contra doenças respiratórias, essas que podem impactar o sistema imunológico e favorecer o aparecimento de outras infecções.

O Movimento utiliza de extremismo religioso, instabilidade política, populismo, Fake News e até afirmam falsamente que as vacinas contêm ingredientes perigosos.

A vacinação deve ser valorizada

“A vacina é um ato de saúde coletivo, além de uma das maiores conquistas da humanidade…”

Um fator chamado de imunidade de rebanho é gerado quando você se vacina . Também conhecida como imunidade coletiva, esse conceito epidemiológico determina a porcentagem de uma população que precisa receber as doses de uma vacina para que todos os indivíduos fiquem protegidos de um vírus ou bactéria, mesmo que nem todos tenham se imunizado. Ou seja, ao se privar da vacinação além de colocar sua saúde em risco, você condena a saúde dos indivíduos a sua volta.

Por intermédio das vacinas nós nos mantivemos longe de epidemias de doença já enfrentadas pela humanidade. Como a varíola e poliomielite. Elas são uma estratégia de saúde pública. Considera-se que nos últimos dois séculos elas aumentaram em 30 anos a expectativa de vida da população.

Um dos principais fatores que estimulam as pessoas a não tomarem a vacina é a diminuição dos casos. Mesmo que isso seja considerado um êxito, ao passo que as doenças vão desaparecendo as pessoas pensam que elas não são mais um problema, levando-as a não darem a devida importância as enfermidades.

Realidade mundial

“Esse movimento ameaça reverter o progresso feito até hoje no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação…”

Em 2019 a OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu o movimento antivacinação em seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global. Um triste exemplo acontece hoje no Brasil. Estamos no nível de encontrar recém-nascidos deixando a maternidade sem receber a vacina BCG, essa que previne da tuberculose. A primeira vacina do calendário infantil, ofertada pelo próprio hospital logo após o nascimento.

Abaixo estão dispostos exemplos da reversão de progressos feitos na saúde pública.

Nos Estados Unidos em 2000 o sarampo foi oficialmente declarado erradicado. Entretanto, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças em 2013 foram registrados no país 189 casos. Até abril de 2014, foram confirmados 115 casos.

No Brasil a vacinação eliminou o sarampo da população, mas esse foi reintroduzido no país e em 2019. Tivemos cerca de 18 mil casos em 526 municípios em 23 Unidades da Federação, com 15 óbitos.

Em alguns países como Afeganistão, Nigéria e Paquistão fundamentalistas religiosos incentivam a população a não vacinarem os filhos. Alegando que as vacinas contêm o vírus da aids ou causam impotência. Quando essas pessoas saem do país acabam levando doenças para locais que já a erradicaram.

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Conclusão

Conclui-se que o movimento antivacinas é criminoso e traz uma séria de ameaças à saúde global. Já que coloca o planeta em risco, revertendo o progresso das lutas contra doenças antigas como sarampo, poliomielite, catapora, caxumba, rubéola e tétano.

As vacinas são uma das maiores conquistas da humanidade.

É preciso incentivar e levar uma mensagem clara para a população sobre a necessidade e importância da vacinação em massa.


Notas & Fontes

UOL – Movimento antivacina avança na web: por que ele é ameaça à saúde pública?

ANAHP – O movimento antivacina e a falta de vacina

Portal Drauzio Varella – Por que antivacinas optam por não imunizar seus filhos?

UNICAMP – Movimento antivacinas: uma séria ameaça à saúde global

Veja Saúde – O que significa a tal da imunidade de rebanho?

 

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